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Como a gestão de custos hospitalares impacta na tomada de decisões

Por Alice Schmitt e Vânia Abreu em 3 de janeiro de 2017

software de gestão de custos hospitalares

 

O gestor de uma instituição de saúde precisa ter em suas mãos a gestão de custos hospitalares de forma efetiva. A gestão de custos vai apontar os principais gargalos da instituição. Mais do que isso. A gestão de custos eficiente traz o questionamento: podemos fazer mais e melhor com os recursos que temos? É importante entender como a informação de custos pode ser aplicada. Esses dados são uma ferramenta de suporte à tomada de decisão gerencial e estratégica. A gestão não pode se restringir em ser apenas uma forma de controle e de cortes.

 

A utilização de dados da gestão de custos hospitalares como indicadores de resultados , de processos, de  eficiência produtiva é muito mais importante. Analisar as informações obtidas e utilizá-las para o planejamento e controle gerencial é essencial para a tomada de decisões estratégicas.

 

Para o entendimento da gestão de custos hospitalares, vamos definir alguns conceitos:

 

  • Custo: tudo que é gasto direta ou indiretamente, na prestação de um serviço ou na produção de um bem (produto).

 

  • Custos fixos: são aqueles cujo valor não se altera quando se aumenta ou reduz a quantidade de  volume dos serviços produzidos. Os custos fixos se mantém mesmo que sem produção. Por exemplo, se um hospital atender 10 ou 30 pacientes, o custo com a infraestrutura, segurança ou iluminação serão os mesmos naquele período.

 

  • Custos variáveis: são aqueles cujo valor se altera quando se aumenta ou diminui a quantidade de volume de serviços prestados. Um exemplo claro é aquele relacionado a matéria-prima: se aumento o número de raio x, aumento consequentemente o número de filmes utilizados, se não utilizo um PACS, por exemplo.

 

Os custos, sejam eles fixos ou variáveis, ainda podem ser classificados como diretos ou indiretos de acordo com a forma de aplicação.

 

  • Custos diretos: são os custos que são identificáveis diretamente no produto ou serviço. Consegue-se identificar a quantidade consumida ao se observar o serviço sendo prestado. Um exemplo é o medicamento consumido e o tempo dos profissionais envolvidos na prestação do serviço.

 

  • Custos indiretos: são os custos que não tem possibilidade de identificação direta com o serviço prestado, como por exemplo, a iluminação de um centro cirúrgico.

 

Para a gestão de custos hospitalares, a tecnologia pode ser mais que uma aliada. O Sistema de Informação Hospitalar ou Hospital Information System – HIS, permite monitorar esses dados e facilitar o dia a dia do gestor. No SmartHealth, da Pixeon, o módulo de Custo por Absorção permite analisar os custos levando em consideração os custos mencionados acima. Dessa forma, o sistema pode apresentar as informações de custos por setor, paciente ou procedimento. Para cada um desses cálculos, diversos itens são levados em conta como horas dos profissionais envolvidos, materiais  utilizados, diárias de internação, valor da hora no centro cirúrgico, etc.

 

A partir desses dados é possível otimizar recursos e alterar processos. O gestor com as informações corretas em mãos balizar o planejamento. E se necessário, será possível tomar decisões e buscar soluções para problemas.

 

Case de sucesso na gestão de custos hospitalares

 

Um case de sucesso neste aspecto é o Hospital do Coração, em Natal. Antes dessa solução integrada, era preciso primeiro buscar as informações para tomar uma decisão, de uma forma um pouco arcaica. Perdia-se a agilidade nesse processo. “Para tomar decisões importantes é preciso ter em mãos os números contábeis do hospital. Antes levávamos de 2 a 4 semanas para ter esses números  para tomar uma decisão estratégica para o hospital. Hoje temos esses dados on-line. Podemos tomar qualquer decisão no mesmo dia, se for necessário”, ressalta Reinaldo Marques, administrador do hospital. Além disso, antes da implantação da solução SmartHealth, os números não eram totalmente confiáveis. Com a utilização de diversas planilhas, nem sempre os dados fechavam. “Hoje é proibido usar qualquer planilha extra, fora do sistema, e o uso é passível de advertência”, reforça o administrador.

 

A solução também permitiu realizar uma gestão de custos hospitalares. Dessa forma, permitiu criar um relatório bem claro do custo de cada procedimento. “Atualmente, as operadoras de convênio nos informam o valor de cada procedimento que realizamos. E precisamos mudar as regras desse jogo. Com um relatório de custos real, buscamos tentar negociar com as operadoras o valor (preço e custo) de cada procedimento. Precisamos mudar essa cultura, sabemos que é um trabalho de longo prazo com as operadoras”, explica o administrador.  “Nos últimos anos, nas negociações de renovação de contrato com as operadoras conseguimos aumentar 15 a 20% nas tabelas de procedimentos, e conseguimos isso exatamente apresentando o nosso estudo. Ainda não é o valor ideal, mas já é uma evolução muito grande”, afirma Marques.

 

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