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Tecnologia paperless: muito além da redução de papel

Por Roberto Ribeiro da Cruz, CEO da Pixeon em 20 de outubro de 2016

tecnologia para saúde

Muito se fala sobre a tecnologia paperless na saúde, no entanto, por vezes acreditamos que o desenvolvimento de sistemas que diminuam o papel nas unidades de saúde seja apenas por questões ambientais. Mas o objetivo real é muito mais amplo, já que a tecnologia é capaz de revolucionar o armazenamento de dados do setor médico por meio de operações digitais, o que pode trazer benefícios para as instituições e para os pacientes.

 

Mesmo nos tempos de internet das coisas, o investimento em TI nas unidades médicas privadas representa apenas 2% da receita, segundo dados da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados). Isso demonstra que o setor médico ainda opera com um modelo antigo de prontuários em papel e arquivo em caixas espalhadas em salas. Desse modo, a propensão de que os dados se percam e o administrativo funcione mais devagar é muito grande.

 

No meio público isso não é diferente. A pesquisa TIC Saúde 2014, divulgada pelo CGI.br (Conselho Gestor de Internet no Brasil), mostra que 45% dos estabelecimentos da administração governamental que utilizaram a internet nos últimos 12 meses, ainda fazem os registros dos pacientes totalmente em papel. Talvez, para dar o ponta pé inicial, o setor tenha que mudar o prontuário dos pacientes em papel para o digital. Essa alteração para a tecnologia paperless é simples, mas conseguiria aumentar a produtividade dos profissionais da saúde e espaço físico nas instituições.

 

O mesmo levantamento aponta que o setor sofre com baixos investimentos na implantação de sistemas digitais: 79% dos médicos e 78% dos enfermeiros, que são as duas principais forças de trabalho nas instituições, notaram a falta de recursos para investir em tecnologia.

 

Com o investimento da tecnologia paperless, os médicos poderiam acessar as informações do paciente direto do desktop, o que auxiliaria um aumento na qualidade de atendimento e na atenção ao paciente. Assim, fica mais simples planejar o tratamento dos pacientes, já que é possível controlar os exames solicitados, identificar os já realizados e evitar repetições sem necessidade, ou mesmo saber a indicação correta de medicamentos.

 

E os benefícios aos pacientes vão além. Com uma tecnologia que integre todos os dados em um sistema totalmente digitalizado, é possível trazer mais conforto e segurança para o paciente, já que com isso é possível evitar pequenos incidentes como troca de medicamentos, erros com a substituição de prontuários, além de aumentar consideravelmente o atendimento e a qualidade do serviço prestado ao paciente.

 

O estudo da Folks aponta que ao utilizar um sistema digital de farmácia com leitura de código de barras dos medicamentos a porcentagem de erros diminuiu de 11,5% para 6,8% nas instituições analisadas. Em casos mais extremos, a mesma pesquisa mostra que a taxa de mortalidade das instituições de saúde com estágios mais altos do EMRAM (Modelo de Adoção do Prontuário Eletrônico do Paciente), que possui estágios que vão de zero a sete, de menor a maior eficiência,  diminuiu significativamente.

 

O paperless também acaba por ser uma ferramenta extremamente estratégica para otimizar a rotina médica e manter as informações agrupadas no mesmo lugar, impactando diretamente na melhoria dos indicadores da instituição e na realização de mapeamentos, tanto estatísticos quanto qualitativos. Assim, as unidades de saúde que utilizam tecnologias digitais podem tomar melhores decisões. A garantia na continuidade do atendimento ao paciente é outra grande vantagem para os hospitais. Isso porque além de garantir a segurança das informações dos pacientes, pode evitar perda de dados em casos de desaster recovery, por exemplo.

 

Apesar dos visíveis benefícios, muitas instituições ainda enfrentam desafios na tarefa de se tornar digital, por questões culturais de adoção de tecnologias digitais ou por receio da segurança e confidencialidade desses dados. Entretanto, para 72% dos médicos e 76% dos enfermeiros da rede pública, a implantação de sistemas eletrônicos possibilita a melhora da qualidade do tratamento, de acordo com a pesquisa TIC Saúde 2014. O que mostra uma mudança gradual no comportamento desses profissionais.

 

Por fim, o mais aconselhável é compreender os múltiplos benefícios que o uso de sistemas automatizados pode trazer à instituição e ao paciente independentemente de seu tamanho e fluxo de dados. O segundo passo é transmitir essa mensagem para os colaboradores envolvidos na adoção e utilização das ferramentas digitais e investir na adoção do que há de mais confiável disponível em termos de tecnologia para saúde no mercado.

 

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