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Controle de qualidade no laboratório: uma necessidade incontestável

Por Roberto Ribeiro da Cruz - CEO da Pixeon em 23 de setembro de 2016

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Como saber se a qualidade do laboratório está à altura dos concorrentes? Como mensurar quais os pontos a melhorar? Como evitar deslizes que possam prejudicar o andamento  das rotinas laboratoriais?  Como ser tão matemático em uma área na qual precisamos ser extremamente humanos? Muitos gestores de clínicas ou hospitais se perguntam sobre estes temas diariamente. O controle de qualidade é uma ferramenta importante em qualquer setor especializado, no entanto, quando lidamos com a área da saúde, ele se torna fundamental.

 

Órgãos de controle como ISO 9002, CAP (Colégio Americano de Patologistas) e PNCQ (Programa Nacional de Controle de Qualidade), por exemplo, lidam com normatização e certificação de procedimentos, o mesmo fazem os programas de acreditação, como o ONA (Organização Nacional de Acreditação) e o PALC (Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos/SBPC), responsáveis por coordenar o processo para a Acreditação de Serviços e Programas da Saúde. A conquista desse tipo de reconhecimento é extremamente importante porque atesta o funcionamento adequado dos processos internos de qualquer laboratório. A falta dessas certificações demonstra que a instituição precisa de melhorias em seus procedimentos. Além disso, a RDC 302/2005 obriga a realização de um controle de qualidade laboratorial.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), menos da metade dos 16 mil laboratórios privados de diagnóstico do país possuem algum tipo de averiguação interna de qualidade. O que pode trazer grandes problemas, visto que são vários os fatores capazes de alterar o resultado de um exame: erros na calibração de equipamentos, validade vencida dos reagentes, temperatura elevada no laboratório ou nos equipamentos de conservação, ou ainda, equívocos humanos. A falta de controle traz consequências graves para a instituição, desde perda de credibilidade, queda na produtividade e lucratividade, inviabilidade financeira para continuar funcionando, e até processos judiciais.

 

Cerca de 30% dos erros laboratoriais provocam um desconforto adicional para os pacientes, seja pela realização de procedimentos invasivos desnecessários ou pelo aumento de custos, de acordo com um estudo do pesquisador italiano Mário Plebani, editor chefe do CCLM, uma das publicações mais relevantes da área laboratorial nos EUA. Outro agravante é que, em decorrência dos erros, 6,4% dessas pessoas recebe assistência inapropriada ou passa por modificação da solução terapêutica, após a descoberta da falha.

 

Os efeitos de um erro na vida do paciente podem ser desastrosos, ecoando inclusive na esfera social. Um falso negativo para HIV, por exemplo, acarreta num tratamento inadequado que pode piorar a condição do indivíduo. Há ainda o risco da não prevenção e contaminação de outras pessoas. Já quem recebe um falso positivo como diagnóstico, além de tomar medicações desnecessárias, ainda tem de lidar com o trauma psicológico de uma experiência como essa.

 

A maneira de evitar todos esses problemas é através de um controle de qualidade eficiente para garantir os níveis de excelência. Existem formas muito simples de fazê-lo, como as planilhas disponibilizadas pela SBAC – Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – até ferramentas mais robustas de interfaceamento de equipamentos laboratoriais e sistemas de informação para laboratórios.

 

Para diminuir erros e melhorar a qualidade dos exames, evitando desvios de resultados ou equívocos, é importante que o equipamento que realiza a medição de resultados esteja sempre bem calibrado, também é necessário verificar se há algum problema com os reagentes utilizados. Uma ferramenta de interfaceamento – que interliga o equipamento de análise com o sistema de informação laboratorial – pode ser uma forma para agilizar essa rotina. Trata-se de uma solução prática que traz benefícios como: bloquear automaticamente exames alterados para que não sejam entregues ao paciente antes da recalibragem do equipamento; eliminar a necessidade de mapas de trabalhos manuais, que são suscetíveis a erros humanos,  automatizar o registro do exame, assim que ele é feito, além de compará-los, encontrando as taxas regulares e as que possuem anomalias.


A SBPC/ML afirma que em média 20% dos exames apresentam alguma alteração significativa proveniente de erro de análise, por essa razão, ter um sistema de informação para laboratórios com interfaceamento possibilita a identificação de irregularidades. É importante que o gestor do laboratório tenha em mente que há uma variedade de opções para todos os tipos de estabelecimentos e necessidades, mas mais importante ainda, é ter consciência de que a escolha de um deles representa, não apenas ganhos estruturais, mas compromisso e respeito com os pacientes, que, na área da saúde, são um dos pilares mais fundamentais.

 

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