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Crise é momento de oportunidades

Por Roberto Ribeiro da Cruz em 24 de junho de 2016

RISPensar em crise e oportunidade parece, por muitas vezes, ser opostos em uma visão incerta, mas quando abrimos os olhos para o mundo de uma forma diferente, podemos ter a visão de como aproveitar os momentos de dificuldade e instabilidade do País de maneira positiva.  E, a TI para saúde é um dos setores que, felizmente, não sofre um impacto tão intenso da crise.

 

Ainda assim, como a crise afeta o País como um todo, é necessário não apenas olhar o setor de forma diferenciada, mas também compreender que o cenário econômico no geral deve impulsionar a criatividade e a necessidade de sair do status quo. A escassez de recursos é uma das forças propulsoras da inovação.

 

Aumentar a eficiência, utilizar melhor os recursos e agregar valor à empresa são alguns dos pontos que devemos estar atentos. Mas como fazer isso? Que ferramentas podem auxiliar os gestores a tomar decisões assertivas em uma época na qual ter a produtividade baixa pode prejudicar ou até falir uma instituição?

 

No caso das instituições de saúde, a tecnologia de gestão para hospitais, clínicas de diagnóstico por imagem e laboratórios habilita a implementação de muitas melhorias que refletem um bom uso do tempo dos profissionais e dos equipamentos, mais segurança para os pacientes e ainda redução de custos.

 

A tecnologia, quando aplicada e utilizada de forma integral e estratégica, abre possibilidades infinitas. No caso das soluções para agendamento on-line de exames e troca de informações sobre exames anteriores, por exemplo, há soluções no mercado que possibilitam à instituição diminuir em até 300% os gastos na marcação de exames por eliminar o uso de call centers. Além dessa vantagem em termos econômicos, há também o engajamento do paciente, que agora é empoderado a escolher as melhores opções de horários sem precisar de um atendente, o que torna o processo mais eficiente e também a clínica, hospital ou laboratório mais competitivos, pois ao agregar valor com mais essa alternativa também traz mais opções ao paciente, que se sente autônomo em suas rotinas de cuidado à saúde.

 

Outro fator decisório na busca de oportunidades durante a crise nas instituições de saúde, é notar que o Brasil começou a investir tardiamente em tecnologias, principalmente na área da saúde, por esse motivo, encontrou no mercado soluções mais maduras e testadas muitas vezes. Atualmente, os sistemas já estão mais consolidados e há garantia de bons resultados, portanto, é importante aproveitar o momento para embarcar em tecnologias de ponta, que estejam em nível mais alto de desenvolvimento.

 

Processos pautados por papel, por exemplo, já não são mais necessários. A instituição que compreende isso ganha em performance, em segurança de dados e em redução de custos. Para exemplificar, um prontuário eletrônico garante integridade da informação, qualidade, eficiência do ciclo do atendimento do paciente, do fluxo de trabalhos dos profissionais envolvidos e inclusive alterações positivas no faturamento.

 

A National Conference on Health Statistics trouxe um dado relevante sobre o mercado norte-americano que também reflete o que o prontuário eletrônico representa para o Brasil: 75% dos provedores de saúde reportam que o PEP proporciona um maior cuidado ao paciente, além de transformar os processos clínicos: um hospital em Vermont, de acordo com dados da organização HealthIT.gov, implementou o prontuário eletrônico e com isso aumentou em 20% a visita diária aos pacientes internados, reduzindo o prolongamento desnecessário de tempo de estadia no hospital. Esse número nos faz pensar além do óbvio para um gestor, pois diminuir o tempo de estadia de um paciente em um hospital não é apenas economizar no uso de leito, medicamento ou insumos, é também levar conforto e humanização ao tratamento por meio de processos assertivos, que somente são possíveis com tecnologia que padronize a rotina da instituição.

 

Os exemplos estão em todos os setores: um estudo da Folks aponta que ao utilizar um sistema digital de farmácia com leitura de código de barras dos medicamentos a porcentagem de erros diminuiu de 11,5% para 6,8% nos hospitais analisados. Isso reflete diretamente em um cuidado maior com o paciente.

 

Dois hospitais do nordeste do país são cases de sucesso no uso de softwares para gestão hospitalar. Com um HIS (Hospital Information System) instalado, um hospital de Natal diminuiu seu tempo para tomar decisões estratégicas de 2 a 4 semanas para um processo praticamente imediato. Enquanto que outra instituição, de Pernambuco, aumentou em 200%, em apenas dois anos, o número de atendimentos por dia ao começar a utilizar o sistema.

 

A grande questão é que durante a crise econômica, é fundamental compreender as necessidades da instituição de saúde e entender que investimentos nas mais avançadas tecnologias de gestão  podem ajudar a otimizar não apenas financeiramente, mas também no que consiste em produtividade do fluxo de trabalho. Mudanças estas que beneficiam por completo os negócios da saúde, fazendo-os prosperar mesmo durante períodos de economia retraída.

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